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Quando morrer, talvez tenha uma ideia formada sobre mim, se o destino me der esse luxo.

Tuesday, November 28, 2006

É com vocês...!




(foto de Rosalina Afonso)


Carissímas e carissímos.
Pois bem, cá estou eu de novo a desinquietar-vos.
Lembrei-me de vos propor que postassem vocês o texto que quisessem, título incluído, bastando que para isso vos deixasse esta foto para que vos servisse de mote. Tomem como referência a porta da-casa-de-ninguém, a cadeira que é de não-sei-quem, o cão que pelo asgar se deve chamar Faísca, etc e coisa e tal. O que quiserem...
Escrevam uma palavra, uma linha ou um testamento, fica ao vosso sábio critério.
Bjos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços.
Eugénio Rodrigues

80 Comments:

Blogger MARTA said...

Olá, não há dúvida que gostas mesmo de abrir as portas à imaginação/polémica...
Para escrever no nosso blog?
É isso??
Como sou de beijos e abraços, agradeço e retribuo.
Marta

2:37 PM  
Blogger .*.Magia.*. said...

Era uma vez um cão que estava á porta de não sei de quem!

Também havia uma cadeira que já tinha sido bastante importante nos seus tempos aureos. Tinha sido a cadeira onde dias a fio se sentou a D. Maria, a avó da Francisca que se casou com o Anibal da Mercearia.
A cadeira estava rota, não servia para mais nada e tinha sido abandonada á porta de não sei quem.
O cão pertencia ao lote da cadeira, também tinha sido abandonado á mesma porta.
Aquela porta que ninguém sabe de quem é, nem o próprio morador da casa sabe que a porta escolhida, é a dele!

A razão é simples: Ainda ninguém tocou á campaínha, nem o cão, nem a cadeira!!!!

Cheers

3:00 PM  
Blogger Pierrot said...

Marta...pode ser no teu blog ou aqui mesmo.
Lembra-te do desafio, it's up to you...;-)
Bjos daqui e desculpa a minha crónica falta de tempo para ir dar uma xeretada ao teu cantinho. Mas lá irei...
Eugénio

3:12 PM  
Blogger Pierrot said...

Magia:

História tão irreverente quanto mágica. Engraçado que as tuas palavras só podiam mesmo ser tuas...Têem como que um código de barras, uns genes únicos.
Bjos daqui e gracias
Eugénio

3:14 PM  
Blogger Zélia said...

A solidão é algo que todos queremos fugir...

Foi o que me fez lembrar a foto...:)

Bjinhos grandes :)

7:07 PM  
Blogger Memórias de Um Sorriso Luso said...

Escrito por um pessimista:

Um ano depois Faísca continua a esperar o seu dono no balcão da casa.Pela porta nunca mais passou.Na cadeira mais ninguém se sentou.Faísca permanece na esperança de o ver voltar.

Escrito por um optimista:

Faísca espreitando pensa: é ele!! e traz o saco cheio de ossos! Nem me mexo, faço-de-conta que nem vi!Será que se senta ou entra?

7:14 PM  
Blogger as velas ardem ate ao fim said...

Sabes para mim não é facil começar nem acabar a historia que pedes.Spre tive cães ( neste momento tenho um fox terrier Simão com um ano)que pela lei da vida foram desaparecendo da minha deixando uma spre uma ferida por sarar no meu coração.
Deixo te esta frase de um livro(Cão como nós), que adoro, porque acaba por retratar todos os donos de cães...e que sei de cor e salteado...

"Não era um cão como os outros.Era um cão rebelde caprichoso,desobediente, mas um de nós, o nosso cão, ou mais que o nosso cão, um cão que não queria ser cão e era um cão como nós."-Manuel Alegre

Dsc ter sido chata..

bjinhos

7:20 PM  
Blogger Fell me(na) said...

A Kika tem os olhos vagos, perdidos, porque nada há mais catártico que o silencio, na cidade dos homens a solidão é um deserto que cada um povoa à sua vontade... Não ha ninguem para se sentar na velha cadeira e há mt que deixaram de entrar por aquela porta, ficou apenas a Kika...

7:21 PM  
Blogger Betty Branco Martins said...

Olá Eugénio

Um poeta disse um dia
e hoje eu busco seus socorros
"nesta vida a gente desce
mil ladeiras, sobe morros
se entre cães eu tenho amigos
entre os amigos - cachorros"

E isto existe em todo canto
na sua terra e na minha
muito homem que se diz águia
e não passa de galinha
gente que se diz honesta
e envergonha a cachorrinha

Abrigo-me á porta da casa de ninguém
nada tenho para comer, todos me negam o pão
tenho a companhia duma cadeira-não-sei-de-quem
isto é só para dizer: que eu tenho mesmo vida de cão

Beijinhos com carinho

8:38 PM  
Blogger juka said...

O passado não volta mais

Por muito que se queira...
Por muito que se espere...
Por mais que nos esforcemos.

Ali, apenas uma réstea de recordação.
A mesma cadeira, o mesmo cão, mas a principal "imagem" desapareceu!

A porta por onde tantas vezes entrou e saíu
O cão que tantas vezes afagou
A cadeira onde diariamente se sentou
MANTÊM-SE...

Mas quem ela mais desejou, nunca mais voltou.

Mesmo assim teima em "manter o cenário" como se acreditasse ser possível fazê-Lo voltar.

Teima em recordá-Lo mas tem a ceteza que jamais O voltará a ver, pelo menos, ali sentado a afagar o cão.

10:29 PM  
Blogger Bandida said...

... com...


(n)nosco...

?????????

:))!!!!!!!



______________________

10:56 PM  
Blogger Estranha pessoa esta said...

heheh
Belo desafio!
Sim senhor!
Gostei.
Respondo lá no meu estaminé.
Apetece-me levar essa cadeira para lá.

;)

P.S.: Pierrotttttttttttt hoje estive no banco ;) Mandei cumprimentos teus ao Ocenao, e ele mandou dizer, e passo a citar: " Não te esqueças de dar comer ao Faísca." ehheheh
Um abraço grande para ti com desassossego salgado :P

11:56 PM  
Blogger Estranha pessoa esta said...

O Faísca já está no meu estaminé.
:) **

1:49 AM  
Blogger Nani said...

Pois a história desta foto ninguém a saberá contar melhor que o proprio fáisca... disse-me ele em confidência e após uma bela sessão de mimo... vou tentar escrever o que ele me ladrou. Que o cão é esperto mas não o deixam blogar!

"Este local onde me deito todos os dias e todas as noites é onde sou verdadeiramente feliz, onde sou verdadeiramente útil! É aqui que zelo pela felicidade dos meus donos"
Perguntei-lhe timidamente se eles não seriam mais felizes com a companhia dele lá dentro... respondeu sussurando..
"Em tempos vivia lá dentro mas não me davam muita atenção. Uma noite ouvi ruidos cá fora... ladrei, pulei, esgravatei com força a porta que vês... eles acordaram em sobressalto... eram estranhos que tentavam entrar!! Foi esse o dia em que mais festas me fizeram! Acho que ficaram mesmo contentes comigo! Desde então sempre que aqui me veem, sorriem e não faltam as carícias! Chegaram mesmo a por aqui esta cadeira para disfrutarem da minha companhia"
És um valente faísca!
Au au au (terminou abanando vigorosamente a cauda)

6:13 AM  
Blogger Vera said...

Bem... menino maroto, aqui vai a história...

O Faísca

No centro da aldeia, no interior do país, havia uma casa muito velha, onde morava o Avô António. Todos o conheciam por avô, talvez por ser o mais velho e mais respeitoso de toda a população.
Desde que ficou viúvo, o Avô passava os dias sentado numa cadeira, na soleira da porta, acompanhado pelo Faísca, vendo quem passava, falando com um e com outro, e sabendo de tudo o que acontecia nas redondezas.
Um dia, a Maria dos Silveiras, que namorava com distinto noivo de aldeia próxima, apareceu grávida. O céu ía caindo em cima da casa da pobre rapariga e os pais quase morriam, quando o noivo, chamado de urgência, para cumprir o seu papel, garantia nunca ter tocado em tão virginal moça... Valeu-lhe o Avô António, que berrou lá do alto da sua cadeira "Foi o homem da padeira quem fez isso à cachopa"!
Toda a aldeia virou a cabeça e acreditou! Sim, porque palavra de Avô era lei!
No dia seguinte o pão vinha sem sal, o homem da padeira veio distribuir o pão com um olho negro (coisa que começou a acontecer frequentemente, segundo ele, devido a quedas que dava lá por casa...), e a pobre Maria partiu para Coimbra, de onde regressou uns dias depois, e para espanto de muita gente, a barriga nunca cresceu...
Um dia o Avô deixou de responder aos cumprimentos e o Faísca deixou de ladrar animadamente, como que a cumprimentar o povo. A única coisa que se lhe ouvia eram latidos... Quando foram ver mais de perto o que se passava, o Avô tinha partido e deixado aquele corpo frio na cadeira.
A partir desse dia, o Faísca não saía do seu sítio habitual, à espera ninguém sabe de quê... Talvez da morte...

Beijinhos grandes!

9:09 AM  
Blogger Kalinka said...

Bom dia Eugénio
Uma história para condizer com a imagem, aqui vai:
Na casa de Benjamim, senhor de 80 anos, todos os dias a sua neta, bem cedo, vinha levantar o avô da cama, dar-lhe banho e de comer e depois seguia para o trabalho. Não sem antes o sentar na cadeira à entrada da porta, para ele ver passar os seus amigos que lhe davam 2 dedos de conversa...
E Benjamim todos os dias ali estado sentado, vendo as horas passar e, com toda a gente conversava; ele era o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o padre na sua volta pela aldeia, o homem do talho que passava e deixava umas aparas do seu talho para o fiel Faísca. Benjamim conhecia todos.
Mas, naquele dia, Faísca estava com um olhar cabisbaixo, muita tristeza no seu olhar, porque já o sol ia alto e, o seu dono, não havia meio de aparecer à porta para se sentar na velha cadeira de todos os dias. Faisca já ladrou, chamando pelo dono; já arranhou a porta na agonia de nada saber e, neste momento, sem esperanças sentou-se e ficou à espera de Benjamim.
Beijo.

11:12 AM  
Blogger Kalinka said...

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11:12 AM  
Blogger MARTA said...

Boa Tarde,
A minha resposta ao desafio terá....
se o meu blog visitar....
Encontrará lá outras textos, que "suspiram" pela sua atenção - faça o favor de não os desiludir....
Beijos e abraços
Marta

1:35 PM  
Blogger Pierrot said...

Ok Marta, lá irei, assim que tiver um tempinho ;-)
Bjos daqui
Eugénio

3:18 PM  
Blogger Pierrot said...

Zélia:

A solidão não voluntária é um mal terrível nos tempos que correm...
Bjos daqui e gracias
Eugénio

3:20 PM  
Blogger Pierrot said...

Memória:

Adorei as tuas perspectivas.
Mui bien
Gracias
Eugénio

3:20 PM  
Blogger Pierrot said...

Velas...:

Claro que não foste chata, bem pelo contrário...
Linda a tua citação desse livro tão bonito.
Bjos daqui
Eugénio

3:21 PM  
Blogger Pierrot said...

Fell me(na):

Fizeste-me gostar ainda mais da Kika :-)
Adorei
Bjos daqui
Eugénio

3:32 PM  
Blogger Pierrot said...

Betty:

Uau...
Espectacular poema...
Quem tem uma imaginação assim e uma veia tão tremenda para a poesia, só me pode honrar com estas palavras
Gracias e bjos daqui
Eugénio

3:33 PM  
Blogger Pierrot said...

Juka:

É isso mesmo...
Deste a perfeita ideia da irreverência encarnada no Cão.
Apesar de sentir a realiadde nua e crua, recusa-se a aceita-la.
Mui bien
Bjos daqui e gracias
Eugénio

3:35 PM  
Blogger Pierrot said...

Bandida:

Contigo...
Comigo...
Connosco...

:-)

Bjos daqui
Eugénio

3:35 PM  
Blogger Pierrot said...

Estranha:

Lá irei espreitar o meu oceano e o grande faísca.
Tenho a certeza que neste momento já não se sente só pois arranjou uma bonita companhia lá no teu estaminé...
Bjos daqui e até já
Gracias
Eugénio

3:36 PM  
Blogger Pierrot said...

Nani:

Amei a tua história, mesmo...
E que orgulho deve sentir hoje o Faísca né.
Ganhou a simpatia e o afecto dos donos...
E no final da Tua história, au au au, não pude de esboçar um enorme sorriso :-)))

Bjos daqui e gracias
Eugénio

3:38 PM  
Blogger Pierrot said...

Vera:

Muito bem.
Adorei também essa tua versão.
E que imaginação. Conseguiste construir uma aldeia inteira...e que rebuliço meu Deus.
Só que fiquei a morrer de pena do Faísca carambas...
Eu cá acho que ele se vai virar e não tarda está de cauda a abanar ;-)
Bjos daqui e gracias
Éugénio

3:40 PM  
Blogger Pierrot said...

Kalinka:

Que arrepio me provocaste.
Eu não quero acreditar que o Benjamim já não volta...
Sou como o Faísca, um irreverente, um renitente, um teimoso...mas que um dia terá o seu final feliz... que um dia terá a sua recompensa pelo bem que sempre faz...
Bjos daqui e muchas gracias...está espectacular.
Eugénio

3:42 PM  
Anonymous Daniel Tábuas said...

Sentar-me na cadeira e esperar que o cao abra com violencia a porta..... tento sentir se a minha existencia consegue ser aprisionada no habitaculo que aquela porta encerra, penso que nao... Nesta demorada espera tenho tempo para reflectir que tudo aquilo que faço, penso ou digo vai aumentando o possivel conteudo daquele espaço vazio á espreita por detras da porta... Cão!!! deixa-me ver o espaço por detras da porta

5:34 PM  
Blogger Pierrot said...

Grande Dani:

Mui bien meu caro amigo.
Recente na amizade mas forte no abraço.
Esta tua história encerra uma bonita metáfora...
Julgo atingir parte do teu grito, da tua patada na porta.
E não é nada down, bem pelo contrario.
Qualquer grito ainda que no papel, é um sinal de vida, de reacção...

Vai, chuta essa porta e não pares de sonhar com o que é que virá depois...Quando o Homem sonha, o mundo pula e avança...

Abração daqui
Eugénio, um Pierrot combatente.

5:43 PM  
Anonymous melinha said...

deixa-me inspirar 1o caro amigo q logo teras um texto interessante no meu blog...espero eu!
beijos e boa noite

6:19 PM  
Anonymous Mel ou AVeneziana said...

Amigo Pierrot:
Em primeiro lugar obrigada pela tua visita. Fico a aguardar a tua dádiva para a Gôndola. Por favor manda por e-mail (veneza@sapo.pt).
De seguida o desafio: aceite

Em tempos num blog http://cartas-de-marinhar.blogspot.com
Contei uma longa estória (cono sabes sou a Veneziana, contadora de estórias).
Falava de um cão abandonado

Pois aqui tens alguns extracto:

"Sabes, amigo, hoje o meu cão voltou, chama-se também Pólo (Faisca)- como o teu ...coincidências ... Pólo, mas “Pólo Energético”- não pára, é um cão louco, louco insano ... e tão dedicado, tão amigo.
Voltou, ao de leve, a rondar a minha porta ... teve medo de tentar entrar, mas bateu com a cauda, que eu bem senti... como se me disse-se: "Pólo, presente".
Não sei como se conseguiu libertar do canil(sempre foi ardiloso), nem estranho.
Não lhe abri a porta, mas fiel, ali ficou deitado em espera, noite a dentro.
Sabes, que desejei abrir a porta? Mas tenho que o fazer sentir que preciso do meu espaço, que não me pode fazer sentir prisioneiro do seu olhar ... meigo, doce, que me afaga tanto ... sinto o olhar dele em cada esquina, como se me vigiasse e me protegesse de todas as agruras da Vida (acho que me persegue, noite e dia ...).
Mas não, não lhe abri a porta ... mas espreitei pela fresta e, lá estava ele, a vigiar-me os passos, numa dedicação sem medida ... não sei, mas acho que tenho que me redimir e abracá-lo de novo.
Afinal, um amor incondicional como este, não é vulgar. Como não são vulgares os cristais líquidos, seu olhar ...
Sabes que acho que vi o meu cão chorar? Minto, ouvi... por de trás da porta, coladinho a ela, ouvi o meu Pólo chorar e ... confesso, chorei também ... tenho tantas saudades do meu Pólo.!

***

O meu Pólo (Faisca) hoje voltou de novo ... mas deu apenas um leve toque com a cauda, e desapareceu ...
Quando o senti, corri, que estava longe (da porta) e ainda tentei falar-lhe... mas já havia desaparecido ... coisa estranha, estava um rosa-rosa depositada à minha porta ... O que eu fiz? Corri para o terraço (a parte mais alta da casa) e tentei seguir-lhe o rasto. Mas não o vi. Entristeci...
Amanhã, de manhãzinha, vou deixar a porta aberta, para que entre e se instale - para sempre - no espaço que é tão dele. Ficará como quiser ... e a porta estará sempre, aberta, para que não perca a liberdade. Afinal um cão assim, tem que ter a trela solta...
Tenho que reconhecer que senti tanto a sua falta (sinto, que ele ainda não voltou...). Mas está perto e, já me basta.
E foi tão bonito no seu gesto! Voltar com uma rosa. Eu por mim, vou aguardá-lo com o maior dos abraços e dar-lhe-ei o que ele gosta. Um grande olhar poema ...
Achas que me perdoará do tempo que o castiguei?
Eu quero acreditar que sim, o meu Pólo é-me fiel e... eu também lhe sou a ele. A dizer verdade, nem consigo já dormir, de o saber ao relento!


Extracto do Livro: "Estórias de cães-pessoas e de pessoas cães"

***

Pierrot ... foi um prazer partilhar estes textos. O cão não é Faisca... é Polo.
Cadeira ... pois não tinha, estava eu a usar, cansada de esperar ...

6:38 PM  
Blogger Isabel said...

Amigo, ainda não é hoje o dia hoje esta dificil e resta-me voar por ai, continuando a agitar estas asas hoje cansadas e ver se alivio o meu coração.
Amanhã estarei melhor e por certo pronta para o teu desafio.

Até ja.

Isabel

7:13 PM  
Blogger Pierrot said...

Mel ou Aveneziana:

Não pude deixar de embaciar estes olhos com a tua história.
É linda, é real, é cheia de amor e sentimento e perfeita em palavras.
Nem mais, nem menos uma palavra.

Como ninguém, conseguiste pintar uma metáfora exemplar sobre um qualquer Pólo, seja ele de 4 patas ou bipede. Seja ele realmente um cão, ou a pessoa, ainda que por uma vez, todos acabamos por tratar...

Espectacular, tremenda e por favor, conta-me mais histórias...

Bjos daqui e gracias de um Pierrot comovido.
Eugénio

10:26 AM  
Blogger Pierrot said...

Isabel:

Quando lo quieras mi amiga, quando lo quieras...
Cá te espero.
Bjos daqui
Eugénio

10:26 AM  
Blogger Pierrot said...

Melinha:

E que história minha cara amiga, e qe história :-)

Bjs daqui
Eugénio

10:27 AM  
Blogger Viola De Lesseps said...

meu amigo, não resisti a fazer o desafio que colocas-te...
Podes o encontrar no meu blog.
Tenho de te agradecer do fundo do coração as tuas visitas, e principalmente as tuas palavras que tão bem sabes me deixar.
Obrigado!

beijos grandes

Viola L.
xx

11:39 AM  
Blogger Pierrot said...

Viola:

Que saudades...saúdo o teu regresso.
E lá irei claro está.
Bjos daqui
Eugénio

11:51 AM  
Blogger Dafne said...

Era uma vez...Todas as histórias, quer tristes, quer felizes começam assim...

Era uma vez uma casa, que anos após anos, foi perdendo a sua vida.

Foram-se os risos, as alegrias, os choros e as tristezas.

Veio o vazio e o silêncio que preencheu tudo e todos.

Um dia, do vazio, a porta fechou.

Talvez para sempre, não se sabe...

A cadeira ali ficou..., assim como o fiel companheiro de todas as horas boas e más.

Memórias de um passado que não volta mais e que alguém quis mesmo esquecer.

Um bj

11:54 AM  
Blogger Pierrot said...

Dafne:

:-))))))))))))))))))))

Que bonita história essa de uma vida que já passou, de um passado que já não volta.

Bjos daqui
Eugénio

11:57 AM  
Blogger veritas said...

Só tenho a dizer...captação de uma evocação da minha infância, daquelas imorredoiras...a porta da casa dos meus avós na aldeia...a cadeira onde o me avô se senta ao fim do dia, numa pausa depois da lavoura, a descascar calmamente uma maça, chama a minha avó:
-Tenho os pés molhados, traz-me umas meias...
- Ó joão...sempre o mesmo, e a camisola como está? Encharcada?
....Vejo também aí sentada a minha avó a escolher e separar sementes para fazer os alforges...ou a descascar feijões ou ervilhas...e o Max, assim se chamava o cão a distribuir marotas lambidelas, sempre à espera...sempre fiel...vejo também uma garota de tranças e ar rebelde, sempre com os joelhos esmurrados a querer abraçar o mundo...essa...sou eu...

Como sou de bjos...retribuo com eles.

12:13 PM  
Blogger veritas said...

meu avô...desculpa o erro

12:14 PM  
Blogger Pierrot said...

Veritas:

Está demais a sério.
Deste-me um quadro lindo e bucólico da tua infância...
Quase me senti ali ao lado de vocês todos, de calções à Peter Pan e todo sujo na cara de andar a brincar na terra e a puxar-te pa jogar ao berlinde.
E oteu cão max, que já me conhece e vem logo a abanar a cauda todo pimpão...
Lindo lindo
Bjos daqui
Eugénio

4:25 PM  
Blogger Pierrot said...

Veritas:

Que erro ;-)
Bjos daqui
Eugénio

4:25 PM  
Blogger venus said...

caro pierrot
vou tentar escrever algo no meu blog. a foto já me deu uma ideias
beijos

5:41 PM  
Blogger oldmirror said...

É uma boa ideia abrir as portas a outros olhares, a outros sinais. Antevejo boas surpresas que virei ler, de certeza.
Abraço

sinais-de-fumo.blogspot.com

6:12 PM  
Blogger Pierrot said...

Boa Venus...

Lá irei cuscar, na certa ;-)
Bjos daqui
Eugénio

6:14 PM  
Blogger Pierrot said...

oldmirror...

Tás a vontade.
Este espaço também é teu
Não consegui foi aceder ao teu cantinho.
Mas lá irei assim que der
Abraço
Eugénio

6:15 PM  
Blogger Isabel said...

Amigo Eugénio respondi ao teu desafio com uma longa e sentida história.
Espero que gostes.
Espero não te ter desiludido.

Até já Isabel.

6:50 PM  
Blogger Bel said...

Atrás da porta de nuinguém vejo te e sonho contigo. As nossas estórias, a nossa lareira aquele abraço que um dia acontecerá. quem me dera ter essa porta.

foto linda

11:11 PM  
Blogger Luís Galego said...

a fotografia despertou em mim vários sentimentos, desde melancolia a beleza, de sobriedade a mistério. Aquela foto podeser a porta para qualquer cenário de intriga...gostaria de saber o que está por detrás da porta...penso que o cão me deixaria passar....deixaria?

11:14 PM  
Blogger Kalinka said...

AMIGO EUGÉNIO:
Pois, não foi minha intenção provocar-te um arrepio...se reparares eu não terminei a história, verás que ficou algo no ar...voltei e vou hoje terminar à minha maneira.
Faisca já ladrou, chamando pelo dono; já arranhou a porta na agonia de nada saber e, neste momento, sem esperanças sentou-se e ficou à espera de Benjamim.

SIM, FICOU À ESPERA DE BENJAMIM, só que, neste dia a sua neta veio buscar o seu avô, para o levar ao barbeiro...e, na volta passariam pelo talho para trazer a dose do costume de aparas para o almoço do Faísca. O Faísca também quis ir, tentou entrar no carro de Maria (neta de Benjamim), mas explicaram-lhe que tinha que ficar ali à porta a guardar a casa...e, o Faísca ficou com este olhar triste, porque queria que o seu dia fosse diferente dos dias normais, tal como tinha sido para o seu dono, que foi dar um passeio!

Amigo, um final feliz.
Faísca aguarda a chegada do dono, já esfregando os beiços a pensar nas suas aparas para o almoço.

1:10 AM  
Blogger Kalinka said...

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1:10 AM  
Blogger aitb said...

Brigada pela visita. :)

i'll be back... often.

Au revoir

:)

2:55 AM  
Blogger belakbrilha said...

Quem será quem???

Essa porta da casa-de-ninguém
Com uma cadeira de não-sei-quem
Com um Faísca de olhar perdido, alem

....além de quem???

...se não existe ninguém???

...ou ...

...quem sabe???....quem???

bj

5:59 PM  
Blogger Pierrot said...

Isabel:

Lá irei, lá irei...
Espreitarei com muito gosto...
Bjos daqui
Eugénio

2:20 PM  
Blogger Pierrot said...

Gracias Bel, e tens razão...a foto está genial.
Bjos daqui
Eugénio

2:21 PM  
Blogger Pierrot said...

Luis, acho que sim...
Apesar do olhar esguio, acho que o Faísca é amigo.
Abraço
Eugénio

2:24 PM  
Blogger Pierrot said...

Kalinka...

Ficou ainda melhor.
Grande imaginação
Fantástico.
Bjos daqui e gracias
Eugénio

2:25 PM  
Blogger Pierrot said...

Aitb:

Volta sempre
Bjos daqui
Eugénio

2:26 PM  
Blogger Pierrot said...

Belakbrilha:

It's up to you!!!
Quem é quem e quem sabe quem é quem...
Bjos daqui
Eugénio

2:28 PM  
Blogger Menina - Mulher said...

Segurança...ternura..amizade...regressar a casa...bj

4:43 PM  
Blogger Irene said...

E o Faísca olhou-me de frente como que a desafiar a minha ousadia e lançou-me:
Nem penses sentares-te nesta cadeira!!!

O teu blog é excelente. Parabéns!

6:46 PM  
Blogger Pedro Gamboa said...

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7:38 PM  
Blogger Pedro Gamboa said...

Naquelas velhas escadas resta apenas o vazio, um trono sem rei, um cão sem dono.
O vento continua a soprar lá fora, o riso das crianças não mudou, o sol continua a nascer todos os dias…
Mas aquela velha cadeira está agora vazia, e estará. Não mais o pelo daquele cão será afagado…
Ficou apenas o trono, e um súbdito que não mais será feliz…
Talvez um dia tudo mude.

Abraço Eugénio.

7:58 PM  
Blogger Pierrot said...

Menina mulher:

Um regresso a casa... que gira sensação.
Gracias e bjos daqui
Eugénio

3:09 PM  
Blogger Pierrot said...

Irene:

Fala-lhe ao coração,mostra-te quem tu és e se clahar o faísca até nem se importa que te sentes um pouco ao lado dele.
Bonito
Gracias
Bjos daqui
Eugénio

3:10 PM  
Blogger Pierrot said...

Pedro, esperemos que sim...
Este faísca merece um futuro cheio de alegria, festas e patinhas de frango para roer.
Bonito texto, pleno de sentimento.
Gracias
Abraço
Eugénio

3:12 PM  
Blogger Teresa David said...

Via blog da Marta vi este desafio e apeteceu-me responder a ele. Aqui fica a historieta:

O Faísca envelheceu, como a terriola onde habitava na casa da velha Ermelinda. Num dia qualquer da sua velhice, em que os seus olhos se encheram de cataratas, esperou, esperou ansiosamente, a chegada da dona que habitualmente ía ao pão pelo nascer do dia.
Não percebendo a razão de tal demora, a cauda já se lhe agitava alvoroçadamente, quando ouviu, vindo da casa contígua o som da voz da Ermelinda que gritava: Faísca, que estás aí a fazer, bicho?
Como nas pessoas também nos bichos a idade avançada causa danos, e Faísca, tinha-se baralhado e esperava a dona na soleira da porta da vizinha.
Teresa David

1:03 AM  
Blogger Pierrot said...

Teresa David:

Mais uma cara nova por cá.
Folgo muito em ter-te por aki e espero que aprecies no futuro cá voltar.
Gracias pela tua participação.
A História é catita.
Vamos ter que tratar de uns óculos pro faísca eheh.
Bjos daqui
Eugénio

10:17 AM  
Blogger Mina said...

Bateu a saudade! Todos temos coração, e nos animais muitas vezes a tristeza de um olhar diz tudo...
Bonita imagem, simples mas concreta!
Beijinhos!

10:29 AM  
Anonymous Secreta said...

Olá :)
Passei por cá e desejo uma excelente semana.
Beijito.

11:15 AM  
Blogger Pierrot said...

Mina:

É verdade, o olhar do Faísca, neste caso, diz tudo...o que a gente quiser imaginar.
Bjos daqui e gracias
Saudades minhas também...
Bjos daqui
Eugénio

12:11 PM  
Blogger Pierrot said...

Secreta:

Segunda feira depois de fim de semana prolongado, é segunda feira de sofrimento prolongado...
Gostei de te ler.
Bjos daqui
Eugénio

12:12 PM  
Blogger Memórias de Um Sorriso Luso said...

Pierrot, já reparaste que os lusos são tristonhos? quantas contos leste que te fizessem rir?

dá que pensar...

beijinho

7:10 PM  
Blogger Pierrot said...

Memórias:

Sem dúvida.
O Português é um "tristonho por natureza". Os brasileiros que o digam. Aliás, dos povos latinos somos os mais sossegados.
Talvez tenha a ver com o nosso isolamento geografico, talvez porque toda a vida fomos um povo que espera e sonha junto ao mar, talvez porque somos um povo emigrante, talvez..., talvez...
Diria que isso nos confere outras qualidades. O fado, algo de inigualável nos outros povos, e a expressão saudade.
Mas felizmente que sabemos rir de quando em vez.
Bjos daqui
Eugénio

10:34 AM  
Blogger redonda said...

Esperando pelo dono

E quando o dono chega, ficam os dois à espera, fazendo da espera um estado. E nesse estado ficam já não inquietos mas confortados pela presença do outro.

7:18 PM  
Blogger Pierrot said...

Redonda:

Gracias pelo teu texto
Mais um enriquecimento para esta bonita foto.
Bjos daqui
Eugénio

4:53 PM  

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