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Quando morrer, talvez tenha uma ideia formada sobre mim, se o destino me der esse luxo.

Monday, October 16, 2006

Partir de Ti...e até mim.



Estes dois gatolas, foram dois artistas vadios que alimentei desde que aprenderam a andar. Dei-lhes algum carinho embora nunca me permitisse tocar-lhes pois queria que se mantivessem vadios e independentes. Queria que um dia pudessem partir sem que deixassem nada para trás que não uma boa memória.
E porque amar também é saber deixar partir, ainda que soframos com isso...
Já agora, eles partiram um belo dia.
Nunca mais vi os manos, Zarolho e Mia e espero que estejam bem. Este poema é uma metáfora e os gatolas são apenas um exemplo de tantas coisas na vida e por isso, este “Partir de Ti”.
Já agora, a musica que me inspirou é “Mai Piu Cosi Lontano” de A. Bocelli. Sugiro que a ouçam...
Partir de ti... e até mim!

Hoje não me consigo livrar da tua imagem
Não sei se queria que me visses assim mas é inevitável
Não sei se queria que soubesses do quanto me paralisas
Preferia apenas saber o que preferir.

Hoje não consigo deixar de imaginar o teu sorriso
De como desdobras esse rosto e pousas os olhos em mim
De como me desarmas e me fazes cair numa amnésia
De como me fazes sorrir mesmo nos meus dias de névoa.

Hoje, sempre que me perco no horizonte,
O teu olhar vem sempre ter comigo
Num mundo em que o tempo não existe
Num espaço em tudo desaparece à nossa volta.

Hoje a tua voz ecoa na minha memória
Delicada, terna, meiga e melodiosa
Eu sei que tudo foi feito para ser perdido um dia
Mas hoje, a tua imagem ficará para sempre bem junto a mim.

Hoje o dia parece-me interminável
Pois estou só, longe e sentado no meu canto
Hoje não me apetece ir para casa
Apenas sinto que não te queria perder esta noite.

Queria que a nossa vida fosse como nos filmes
Onde escolhessemos a música enquanto nos olhassemos
Onde não saboreasse apenas um fugaz momento
Mas uma vida plena de carícias e cumplicidade.

Agora, tudo o que eu consigo respirar é a tua presença
Tudo o que consigo sonhar é com o teu calor
Com algo que talvez nos una e que não deve morrer á nascença
De um olhar que já se cruzou perdido de Amor.
Eugénio Rodrigues Outubro 2004

62 Comments:

Blogger Nani said...

Eugénio...

Este é o poema mais lindo que eu podia ter lido hoje...

Não o posso comentar... os meus sentimentos não o permitem...

Pois ele "acentuou" neste momento muito...

Eugénio, muito obrigado... procurava palavras assim...

Quero te fazer um pedido especial...Dás-me a honra de o publicar no meu cantinho?

Abraço de momento

Nani

9:40 PM  
Blogger Maresi@ said...

Ola Eugénio.... poema muito bonito e subtil....saudosista , melancolico.... mas muitobonitoe sublime...Adorei...

Beijo suave___Maresi@

12:12 AM  
Blogger Nani said...

Perfeito!
Não se pode acrescentar nada à perfeição!
Portanto nem vou dizer nada!
Beijos

1:07 AM  
Blogger Pedro Gamboa said...

Que maravilha, e que postura com os gatolas.
Penso exactamente como tu, e existe algo de extraordinariamente belo, verdadeiro, puro, na forma como lidaste com os gatos, e é notório que o amor esteve sempre presente.
Uma pequeno e simples conto, (baseado em factos reais, na realidade totalmente real :) !) que tem inúmeras aplicações.
O poema fecha encantadoramente.

Saudações.

1:27 AM  
Blogger MARTA said...

Lindo - temos realmente aprender que amar é também deixar partir.
Lembrar, sim, com carinho e amizade, mas compreender que quando chega a hora da partida, temos que a respeitar.
Por vezes, é-me dificil deixar partir, mas talvez essa partida seja o patamar de outros desafios. E quem parte, sabe isso antes de nós.
Adorei. Beijos e abraços
Marta

9:41 AM  
Blogger mnemosyne said...

Com as águas que da fonte brotam assim respingam as palavras que no leito da tua alma habitam :) Um beijo

10:09 AM  
Blogger Vera said...

Estou feliz por ter descoberto o teu blog! E encantada!
Perdi-me por aqui a ler, a sentir...
Este teu "Partir de ti... e até mim" diz-me muito, tocou-me imenso.
Um beijo grande

10:55 AM  
Blogger Mina said...

Poema lindíssimo, faz reflectir sobre sentimentos... importâncias :)
Continuação de boa semana!

12:24 PM  
Blogger lisa said...

...e em cada olhar, em cada gesto explode um fogo de artifício que se sente intensamente...


Beijo daqui das minhas noites de lua cheia.

12:38 PM  
Anonymous Secreta said...

Perdi-me nas tuas palavras. Poema sublime.
E sim , sem dúvida que amar é tb deixar partir , mesmo que isso "mate" um pouco de nós.
Beijito.

2:13 PM  
Blogger Su@vissima said...

Lindo!!...Eugénio.

Tive que deixar partir a minha companheira de 4 patas...faz agora 33 dias...(dói muito)...ainda não sou capaz de falar sobre...ao ler-te, senti que já era tempo de o fazer.

Um beijo daqui.

3:39 PM  
Blogger Pierrot said...

Nani:

Não me podias honrar mais do que o que fizeste com esse comentário.
Este é o comentário mais bonito que podia ter lido hoje.
Fico muito lisonjeado e feliz por te ter sido útil em algum momento.
Estou até meio emocionado sei lá.
E é claro que o podes publicar no teu blog. faz dele o que quiseres
Bjos grandes e tudo de bom para ti.
Eugénio

3:51 PM  
Blogger Pierrot said...

Maresia:

Acertaste nos adjectivos todos.
Ainda bem que gostaste.
Gracias pelos teus comentários e que o dia te corra como queres.
Bjos daqui
Eugénio

3:52 PM  
Blogger Pierrot said...

Nani:

Bolas... até fico corado!
Acredita que nunca pensei que vcs gostassem tanto.
Fico super sensibilizado com esse teu feed back tão positivo.
Amei.
Bjos daqui e volta sempre
Eugénio

5:04 PM  
Blogger Pierrot said...

Pedro Gamboa:

Podes ter a certeza que nem por um momento pensei em mim, quando os tratava. Eles ocupavam-me 100% do tempo em que estava com eles.
Se não lhes tocava era para que não se habituassem aos humanos pois infelizmente há quem lhes faça mal.
Ficava sempre ao longe a ve-los comer e só saia dali quando acabavam para que não se habituassem muito a minha presença e dependência e para que as gaivotas não lhes comessem os "secos"...
Enfim, coisas...
Gracias por teres passado por cá.
Abraço
Eugénio

5:08 PM  
Blogger Pierrot said...

Marta:

Sem dúvida que esse é o tónico.
Amar tanto uma pessoa ao ponto de ser capaz de a deixar partir porque isso é o melhor paa ela...
Esse é o verdadeiro desafio
Bjos daqui Marta e volta sempre
Gracias
Eugénio

5:09 PM  
Blogger Pierrot said...

Mnemosyne:

Da minha alma, distraída e até certo ponto desligada, por vezes sai destas coisas.
E quando toca em animais...
Gostei das tuas palavras
Volta sempre e gracias
Bjos daqui
Eugénio

5:11 PM  
Blogger Pierrot said...

Vera:

Uma cara nova é sempre bem vinda neste cantinho. E se te sentiste bem, então já fiquei feliz.
Espero que te divirtas de alguma e volta sempre.
Eu também irei cuscar por aí.
Bjos daqui
Eugénio

5:12 PM  
Blogger Pierrot said...

Mina:

Eu escrevo para tentar reflectir.
E este post foi uma surpresa para mim, bastante inesperada até.
Volta sempre e uma boa semana para ti também.
Bjos daqui
Eugénio

5:13 PM  
Blogger Pierrot said...

Lisa:

Uma implosão de sentimentos que normalmente resultam num sorriso, numa lágrima, num grito...
Gostei de te ver por cá.
Bjos daqui
Eugénio

5:14 PM  
Blogger Pierrot said...

Secreta:

Quando te perdes nas minhas palavras eu sorrio.
Gracias e como disse à marta, o verdadeiro e derradeiro desafio de amar está em deixar partir...
Bjos daqui
Eugenio

5:16 PM  
Blogger Pierrot said...

Suavissima:

Imagino a tua dor e fico bastante lisonjeado por saber que te abriste um pouco ao ler estas singelas palavras.
Imagino também o quanto sofres ao ter perdido um "familiar" tão próximo e tão querido como o são os nossos animais de estimação.
Bjos daqui e gracias
Eugénio

5:17 PM  
Anonymous su said...

As metáforas usam as palavras como a melhor forma de revelar e esconder ao mesmo tempo a alma...
xxx
De todas as noites vezes sem fim
A voz que se levanta
Maior do que o vento
O riso que ecoa
Dentro, por dentro,
Estalando as paredes
De um orgão motor
Ressoa a saudade
Despede o corpo da alma
Quando se deita
Para mais um derradeiro final.
Mais alto se levanta
A mão do Homem
Que desperta a manhã
Em sussurros, suspiros,
Dizeres incompreensíveis
Fora das cobertas da razão
O frio
Mais fino que o lamento
Da solidão.
O frio
Lembra vazios fechados na vida
E na vida
Compassos de espera
Sem passos em frente
Sem horizonte
Em todas as noites vezes sem fim
Antes que o corpo
Se despeça da alma...
Tudo acontece.
xxx
às vezes não apetece regressar a nada ao nada do que se tem porque queremos mais ou melhor ou até nem sabemos o que queremos...a insatisfação confunde-nos as voltas da vida e lança-nos nesta tempestade de contradições indecisões e ausências de nós mesmos...de saber definir quereres ou vontades...

xxx

"Aqui quero ficar para sempre, cair de vez e por favor não me digam nada." Esta frase que deixaste lá na Teia sentia-a como minha...intensa na minha alma...era tua, é minha...
xxx

Obrigado pelas tuas palavras por lá...definitivamente engrandeceram ainda mais a foto e tudo o que ela pode expressar...

Beijos em fio.

7:23 PM  
Blogger Bel said...

O poema é lindo!
Sim tudo o que hoje é essencial parte.parte mas diexa rasto, de memória, cheiro a saudade ou desilusão.
Por outro lado acho que os gatos bem que podiam ter se parecebido que na casa de um poeta seriam muito mais felizes.
um beijo e boa semana

9:32 PM  
Anonymous temp_nua said...

Oi menino, tbm tive dois gatinhos, mas ao contrario de vc, eu de certa maneira os prendia comigo e quando os perdi me doeu muito,um era branco parecia algodão e de olhos diferentes um do outro, um era azul e outro verde. O outro era amarelinho igual a um dos teus.
Nossa me fizeste lembrar deles e recordar de minha infancia.
Quanto ao poema, vc me surpreende a cada post novo, a cada poema teu deixado aqui, aprender a deixar partir, acho que nunca estamos preparados pra isso. Mas amar é sentir o que vc sente neste poema, é falar de todo o bem que uma pessoa nos traz e quando parte leva com ela, mas deixa em nosso coração a certeza que amamos e podemos ser amados da mesma maneira.
É melhor eu parar, se não ficarei cansativa a teus olhos.
Senti demais teu poema.
Saudades de vc em meu aroma.
Um beijo menino
Se cuida

10:41 PM  
Blogger Nani said...

Eugénio, terás de certo o teu poema no meu "momento"... quando? na altura certa... talvez quando menos esperares...

Por agora tens um poema que escrevi hoje... espero que gostes.

Um beijinho grande de carinho...

Nani

10:44 PM  
Blogger missixty2000 said...

Está lindo, mas encerra nele uma espécie de fatalidade! Uma nostálgica aceitação da vida!Evitarmos envolvermo-nos demasiado, para podermos dar liberdade de escolha a quem amamos!Mas se a partida, mais cedo ou mais tarde é inevitável, porque nos contentarmos com tão pouco?Porque não usufruirmos do prazer total de estar com alguém?
beijos da miss

10:22 AM  
Blogger Pierrot said...

Su:

É verdade que amo as metáforas. Desde petiz que tenho uma fixação por elas, nem te sei explicar bem porque. Acho que são a melhor forma de se contar uma verdade, uma história, de dar conselhos e de chamar a atenção a alguém, sem ser inconveniente, sem magoar, sem chocar. São normalmente aceites de uma forma pacífica e revelam não só uma grande sensibilidade como uma inteligência e sentido de oportunidade, por quem as conta, e bem...

Quanto ao teu poema, bom, creio ser um lugar comum dize-lo, mas amei...e fico super honrado por o ver plasmado neste cantinho pois revela uma enorme consideração da tua parte o que muito me enaltece.
Grazia mille...

Da tua foto, na Teia, é claro que só podia apelar à imaginação e à escrita...bem ter conseguido ir no sentido correcto e ainda melhor teres gosdtado. Sugiro uma música a acompanha-la, a Iris de Ronan Keating, em nova roupagem.

Bjos daqui

Eugénio

2:16 PM  
Blogger Pierrot said...

Temp_nua:

Não sei se os gatolas estariam melhor comigo ou onde quer que estejam agora. Como eram vadios e eram felizes assim, com as suas coisas, brinquedos, passeatas, ar livre, natureza e etc... entendi que assim deveriam ficar e não tocar no que era deles. Custou-me pois gostava de lhes dar mimos mas paciência.
Gostei de te ter por cá.
Bjos daqui
Eugénio

2:18 PM  
Blogger Pierrot said...

nani:

Quando quiseres "postar", "postas"...
It´s up to you.
Sobre o teu poema, vou da dar uma espreitadela.
Bjos daqui
Eugénio

2:19 PM  
Blogger Pierrot said...

Missixty2000:

Ora bem, o amor não tem código nem leis. O amor é como cada um entend que deve ser. Por vezes e dependendo das situações dou-te razão. Acho que estás correctissima.
Noutras porém, devemos ser mais distantes porque na vida, nem tudo é como "um amor e uma cabana" e por vezes não devemos estragar o que já é feliz. Foi o caso daqueles gatolas que eram felizes assim mesmo, vadios e livres, tal como outras pessoas que conheci nesta vida.
Bjos daqui e gracias pela participação
Eugénio

2:22 PM  
Blogger Pierrot said...

Bel:

AS vezes há quadros que não precisam de mais nenhuma retoque.
As vezes há poemas que não precisam nem mais uma virgula.
As vezes não reparamos e estragamos tudo.
O que já e feliz, feliz deve ficar e permanecer.
Os gatolas, como outras pessoas na vida, assim o eram e assim ficaram.
Espero que sejam felizes tal como essas pessoas.
Gostei da tua visita
Bjos daqui
Eugénio

2:25 PM  
Blogger Luigi said...

é de saudar o nobre gesto que tiveste com esses dois gatolas :)

Quanto ao poema não me atrevo a comentar porque o relaciono com a minha situação actual. Acho que é isso que desperta maior interesse, o facto de nos revermos nas palavras de outras pessoas.

Abraço

5:07 PM  
Blogger Pierrot said...

Luigi:

Eu já tinha dito isso mesmo algures nesta blogosfera de "escritores"...
É impressionante como nos revemos em tantas pessoas e como, afinal, somos tão parecidos...
Gracias por teres passado por cá.
Abraço
Eugénio

5:26 PM  
Blogger Fúria das Águas said...

Que bom que te fiz sorrir menino.
A historia do porco sempre conto aos meus amigos e eles sempre me perguntam do tal porquinho kkkkkkk.
UM beijo e fica bem
temp_nua

5:48 PM  
Blogger Pierrot said...

Furia das aguas:

Vcs brasileiros(as) são danados para a brincadeira eheheh!

Bjos daqui
Eugénio

5:53 PM  
Anonymous su said...

Não tenho essa música mas fiquei curiosa...será que se manteria adequada para o novo post que lá deixei? vai ser um novo espaço da Teia para além dos FORA DE PRATELEIRA...os FIOS RAPTADOS DE OUTRAS "CASAS"...um dos próximos será teu... : )
SE não te importares, claro.

xxx

As metáforas são a "delícia" da nossa língua...sugerir e fugir, mostrar escondendo...de certeza que deves gostar do filme do Carteiro de Pablo Neruda...ou até do Tigre e a Neve. As metáforas... : )


Só fica muito bem ao Pierrot saber tão habilmente brincar com elas!! ; )

Beijos aqui da Teia.

5:58 PM  
Blogger Zélia said...

Saber amar é realmente deixar partir...

Lido poema :)

Beijinhos :)

6:32 PM  
Anonymous Anonymous said...

Nunca te permitiste tocar nos manos Zarolho e Mia porque querias que pudessem partir sem deixar nada para trás que não uma boa memória? Hum….Aqui vai uma metáfora… acho que não esqueceste da verdade de que os homens são responsáveis pela sua rosa.

O poema é maravilhoso.

Beijo

Laura

8:40 PM  
Blogger Velutha said...

Um poema lindo, Eugénio. Li, reli e uma lágrima rolou pela face. Tens o poder da palavra e transporta-la até nós com magia.Hoje, foi a saudade que me bateu à porta. Foste tu quem a trouxe.
Beijinhos

9:07 PM  
Blogger Pierrot said...

Su:

Claro que não me importo.
A lingua, a escrita, a poesia e a palavra são universais. Como dizia a alguém, a palavras e a escrita não têm lingua nem bandeira, não têm rosto nem trincheira.
Como lo quieras chica ;-)

Sobre a metáfora...é verdade...sou um devorador compulsivo ehehehe!
Tenho pena de não ter visto nenhum dos dois embora o Carteiro já me seja algo familiar.
Tempo não me há-de faltar...
Bjos daqui e gracias
Eugénio

11:17 AM  
Blogger Pierrot said...

Zélia:

E amar é quase tão dificil como encontrar alguém a quem amar.

Bjos daqui e gracias pelas palavras.
Eugénio

11:18 AM  
Blogger Pierrot said...

Laura:

Uma metáfora não é incompatível com a outra.
O facto de me tornal eternamente responsavel por aquilo que cativo, de acordo com a historia do principezinho e da raposa, não deixou de suceder, e a prova está precisamente neste post. Ficaram para sempre bem guardados comigo.

Mas prende-los mais do que fiz, habituando-os a algo que depois lhes criaria dependência, poderia ser-lhes fatal, num universo onde só sobrevivem os mais aptos, os mais fortes e os mais afoitos. Eles precisavam de crescer prontos para enfrentar isso, no dia em que quisessem partir. E assim foi.

Gostei de te ter por cá.
Gracias pelas palavras e bjos daqui
Eugénio

11:21 AM  
Blogger Pierrot said...

Velutha:

Não sei se me quede triste ou contente por te ver uma lágrima, segundo me contas.
Por um lado é sinal que sentiste na tua própria pele o que escrevi,mas por outro avivou-te algo que poderá não ser o mais feliz para ti...

Seja como for, gostei de te ter por cá e feliz por teres gostado.
Bjos daqui
Eugénio

11:23 AM  
Blogger Isabel said...

Lindo, suave e delicado... como uma brisa do passado acariciando o presente sussurando saudade.

Baixinho para não estragar o som da musica, te digo... parabéns, pelo que escreves e pelo que sentes.

Isabel

7:04 PM  
Anonymous collybry said...

Que belo gesto, aconteceu comigo mas com um cão, que passou a ser inseparavel de mim,O Poema...fico sem saber comentar,deixar partir é sim amar__________________Meu doce olhar deixo, Cõllybry

7:47 PM  
Anonymous temp_nua said...

Não canso de ler este teu poema.
Um beijo com aroma pra vc
temp_nua

7:50 PM  
Blogger alfazema said...

"E porque amar também é saber deixar partir, ainda que soframos com isso..."

Quantas vezes nos esquecemos disto. Amar é saber deixar partir, deixar voar, libertar o ente ou entes amados...ainda que seja doloroso.
a partida é sempre triste mas quando ela coincide com autonomia, responsabilidade, maioridade devemo-nos sentir felizes por termos sabido cooperar nesse processo.
Quedei-me no teu canto, cousa linda, e por aqui fiquei. Um poema lindo que me fez recuar no tempo,quando alguém quis partir, viajar, e sonhar com esse amigo lindo que me contava histórias de crescer, amadurecer e dele colhi sábios conhecimentos. Esses tempos já lá vão mas a amizade ficou e com ela a lembrança da sua versatilidade.Um bom amigo que trago no coração e cá ficará para sempre. Ele sabe, as tágides contaram-lhe ... um dia.
Beijinhos
d`aqui
do Sul

7:52 PM  
Blogger venus said...

realmente amar é saber deixar partir. quando dscobrimos que aquele que amamos não retribui tal sentimento devemos libertá-lo, é díficil, mas o amor é mensmo assim, umas vezes ganhamos outras perdemos.
gostei dos gatolas e do teu poema

beijinhos

12:01 AM  
Blogger Velutha said...

Passei para reler e outra lágrima rolou pela face. Saudades? Tristeza? Esperança?
Quem espera desespera mas com esperança tudo se alcança.
Beijinhos

6:47 AM  
Blogger Bandida said...

_______

foram envernizadas palavras de sustento e cada vez que acredito já não sei se é . estamos num canto superior esquerdo da solidão. não é que ela seja menos importante que o que se sente mas embora turva. espera.
_____ tenho que ir embora_____ não sei se a volta se dá enquanto se espera. sei pouco. ----- talvez nada----

9:20 AM  
Blogger Pierrot said...

Isabel:

As tuas palavras soam-me sempre sob a forma de uma música...
Já sabes que és sempre bem vinda!
Bjos daqui
Eugénio

10:47 AM  
Blogger Pierrot said...

Collybry:

No meio disto tudo acabei por descobrir que afinal há tanta gente que tem tanta coisa em comum.
Gracias por teres passado por cá.
Bjos daqui
Eugénio

10:48 AM  
Blogger Pierrot said...

Temp_nua:

Engraçado...eu também não :-)
Bjos daqui
Eugénio

10:48 AM  
Blogger Pierrot said...

Alfazema:

As tuas palavras são sempre um poço de ensinamentos.
É impressinante como cnsegues colocar sempre o ponto no sitio certo.
Gracias por teres passado por cá e por teres partilhado algo com todos.
Bjos daqui
Eugénio

10:50 AM  
Blogger Pierrot said...

Vénus:

Fiquei feliz por teres apanhado o cerne da questão,mais até do que gostares do poema, se bem que isso me agrada, claro está.
Gracias por tudo.
Bjos daqui
Eugénio

10:51 AM  
Blogger Pierrot said...

Velutha:

Saber esperar pelo detino mas sem deixar de lutar é uma virtude como poucos sabem ter.
pelas tuas palavras denotei de alguma forma essa paciência e essa perseverança em ti.
Gracias por me teres visitado.
Bjos daqui
Eugénio

10:53 AM  
Blogger Pierrot said...

Bandida:

Desde já sê bem vinda pois creio ser a 1.ª vez que visitas este cantinho que já não é só meu mas de vcs todos que por cá se detêm.
Depois, as tuas palavras, se são enigmáticas, curiosamente ou talvez não, não deixam de ter um sentido que se alcança quando se lê com olhos de ver e não apenas de olhar.
Como tu dizes, também eu me pergunto muitas vezes se a volta se dá enquanto se espera, e se calhar por nada, mas há que continuar e porfiar a vida por essa perspectiva.
Tenacidade e perseverança.
Bjos daqui e gracias pela tua visita.
Bjos daqui
Eugénio

10:57 AM  
Blogger RealSmile said...

Lindíssimo.. Aqueles que entram no nosso coração jamais partem, apenas mudam de "divisão".. com o tempo.. *

12:24 PM  
Blogger Pierrot said...

Realsmile:

Verdade Realsmile, verdade...
Pelo menos no nosso coração são nossos e para sempre podem ficar!
Bjos daqui
Eugénio

3:06 PM  
Blogger sónia said...

..boas palavras

5:50 PM  
Blogger Pierrot said...

Sónia:

Gostei de te ter por cá.
Toda a gente é sempre bem vinda, incluindo as novidades deste espaço.
Volta sempre.
Gracias pelos teus comentários e bom que tenhas gostado.
Bjos daqui
Eugénio

6:39 PM  

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